Às vezes penso e concluo
Que eu não penso nas coisas que falo,
Digo tantas coisas que nem me lembro
Quão alto é um raio,
Percebo que o som do meu silêncio
É o bastante e me calo.
Calado no impulso do pecado
Silenciado pela paz,
Compulsivamente sem recado
No alivio peço mais,
Meu estômago na garganta
Faz sangrar
Esse céu em forma de retângulo
Minha voz vai pru ar,
Decorro das feridas
De controvérsias intuitivas,
Mendigando o ato de falar!
Tão barato é um raio
Que quando me expresso falho,
Nas palavras sonoras que caio
Sou vitima do que não valho.
Raio de palavras
No qual grito meu pensar,
Que forma na ventania
Do silêncio faz calar,
Meu silencio na garganta
Minhas palavras a recuar,
Na altura do caminho
Sem direto do raiar,
Minha conciência ao avesso
Frisa meu descontrolar,
Causando a demência
Enquanto eu gritar!
Matéria de braseiro
A vergonha traz o medo
Na forma de fingir,
Destruindo o que vejo
Retroagindo do passado bem ali,
A luz fala em um feixo
Negando o existir!
Nego o direito de negar
A minha fala vou guardar,
Direto e reto
Na mudez eu não valho,
Inconcreto o teu credo
Divinamente eu não falho!
Às vezes penso
E tenho medo de concluir,
Da arte do silêncio
Não sei me redimir!
No mais alto do raio
Tropeço no final e caio,
Apagando o que falo
O grito do silêncio é bastante
Retroajo e me calo.
Yzayaz Chavez 07/05/2009

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