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sábado, 26 de setembro de 2009

...fato é fato e ponto final

[...]Quis matar esse poeta que há em mim pois ele não cabe mais no tempo, que é curto e que se prolonga em base de desgaste excessivo e que fere meus limites e que tem raízes firmes dentro dos pensamentos tolos e falhos e absurdos, tornado quase o ápice dum exagero qualquer o simples ato de escrever um poema bobo, para que ninguém leia, sem fundamento nenhum.

Enfim, não o fiz. Além do mais não quero ser assassino de minhas naturezas. Escrevi durante todo o tempo de forma oculta e indeterminada e sem textura obvia. O tempo gasto para escrever esse testículo me tomou horas de descanso que farão efeitos ao amanhecer. Após dois meses sem postar algo, volto com um título que me move feito de fato se faz. Minha ideia é expor minha falta de ideias. É como se um temporal cobrisse minhas armas e abalasse minhas defesas. De fato não sei maneiras de explicar. O poema chama-se "Temporais poéticos".

Temporais poéticos II


Há temporais que não me deixam pensar
e meus sonhos imorais fazem a madrugada se alongar,
um acaso definitivo.
Queria escrever minha estória
tomado pelo suor seco
que me torna abusivo.
Não tenho frases
nem versos
tudo se finda no passado.
Hei de brotar nas fases
do temporal inverso
que tormenta meus atos pesados.
Cheguei firme que nem um vendaval
que nem chegou a se pensar,
da madrugada imoral
que se faz e que se consegue prejudicar,
existe um raio de lua a falhar.
A soberania que me toma
virou o copo de uma vez.
O passo marcado de quem me assombra
finge ver o que se fez.
Em linhas gerais
é que hei de escrever
mas nem sei perceber
paz entre meus temporais.
Talvez seja saudade de uma vida
que eu sempre quis ter.
Vontade de ter tempo
para envelhecer,
sobra lamentos
entre meus fatos
e a decadência de só chover.
...há temporais de tolos poetas...
...como eu,
e como você...