[...]Quis matar esse poeta que há em mim pois ele não cabe mais no tempo, que é curto e que se prolonga em base de desgaste excessivo e que fere meus limites e que tem raízes firmes dentro dos pensamentos tolos e falhos e absurdos, tornado quase o ápice dum exagero qualquer o simples ato de escrever um poema bobo, para que ninguém leia, sem fundamento nenhum.
Enfim, não o fiz. Além do mais não quero ser assassino de minhas naturezas. Escrevi durante todo o tempo de forma oculta e indeterminada e sem textura obvia. O tempo gasto para escrever esse testículo me tomou horas de descanso que farão efeitos ao amanhecer. Após dois meses sem postar algo, volto com um título que me move feito de fato se faz. Minha ideia é expor minha falta de ideias. É como se um temporal cobrisse minhas armas e abalasse minhas defesas. De fato não sei maneiras de explicar. O poema chama-se "Temporais poéticos".
