Escrevi esse poema descritivo pois embrulho meu estômago todos os dias quando passo e vejo aquelas pessoas pedindo e se humilhando, e embora eu queira ajuda-los, eles são muitos e fica difícil salvar o mundo sozinho....eu estava passando na rua e por mais uma vez senti um doce repudio pelas cenas de filme de terror que estão por aí ao vivo para que todos nós possamos sentir vergonha da nossa querida cidade que de tão maravilhosa possui coisas cabulosas e, que faz e fez, com que eu analisasse de uma forma mais severa, quem eles são e por que eles são.
acabei reparando que eles não são.
Eles possuem um tipo de invisibilidade que, embora pareça controverso, todos veem, mas que são poucos que se importam.Importar-se, que digo, não é basicamente com eles, mas sim com o porquê eles são da forma que são, e o que aconteceu para que eles se transformassem nisso.Essa é a palavra, "nisso", um pedaço esquecido, podre, estragado e responsável por apodrecer aos poucos as areas sadias da cidade...Não vou salvar o mundo mas vou deixar aqui um pedaço da minha indignação por eles...o próximo chama-se:"Cotidiano dos sem vida".
terça-feira, 21 de julho de 2009
Três pontinhos {reticências}
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 14:14 1 comentários
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Cotidiano dos sem vida
O vento frio bate
E eles tremem,
Tremem de fome.
O sol quente arde
E eles soam,
Soam sem nome.
Eles estão no chão.
O mundo passa
E eles passarão,
Passarão por mais humilhação.
O tempo se desfaz
E eles continuam,
Continuam implorando salvação.
Eles estão no chão.
Sentados e deitados
São vários,
São todos coitados.
Eles não são.
Eles estão no chão.
Quebrados aos pedaços
Fragmentados,
Negando o sim
Aceitando o não.
Eles estão no chão.
Estão sujos,
Fedidos,
Sozinhos em meio à multidão.
Eles estão no chão
E apodrecem
Como frutas de outra estação,
Como se fossem o resto
Duma outra geração.
Eles estão no chão
E esperando por caridade,
Aguardando qualquer boa vontade
Como se assim viesse à solução.
Eles estão no chão.
Paralisados
Como se a vergonha pesasse,
Como se a pobreza enfraquecesse,
Como se tudo passasse,
Passasse de confusão.
Eles estão no chão.
Drogados,
Entorpecidos sem ação.
Estão ignorados
Por esses que passam,
Por aqueles que passarão.
Eles estão no chão.
Todos com mãos estendidas
Sem destino a seguir,
Olhando para pessoas desinibidas
Sussurrando sem ao menos rir.
Mas por qual razão?
Eles estão no chão.
Afastados,
Parados,
Mal acostumados,
Doentes sem proteção.
Mas quem eles são?
Eles não são!
Eles apenas estão.
Estão pairando de lá para cá
Lotando as praças,
Os viadutos,
O famoso minhocão.
Eles estão no chão,
De todos os lados
No meio da população.
Fedidos, suados, rasgados
Picotados, famintos, odiados
Vivendo em vão.
Eles estão no chão.
Em qualquer parte do chão.
Pedindo e pedindo,
Emburrados
No aguardo do teu pão.
Eles estão no chão.
E a morte é certa
Que nem a fome, o frio e a desilusão.
Certos de quase nada
Aguardam como ignorantes alienados
O direito de serem empacotados num cachão.
Sim, de papelão!
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 13:34 0 comentários
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
tecendo...
hoje é feriado,um dia dedicado a tecer pensamento e acredito que somos isso aí, um monte de vontades em formas de pessoas.
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 12:38 0 comentários
Tecer é o que é
Elas estão de namorico
Mas acredito,
Mas será,
Não é comigo?
Eu sou figurante
Observante da luz
Ainda que seja estúpida
Esculpida no coração.
Somos sobreviventes
Adolescentes depurados na cruz
Salvadores da justa medida
O orgulho da nação.
Eu sou meio alternativo
Impulsivo no modo de dizer
Acreditador da transparência
Das almas sem crença.
Somos imaginativos
Cognitivos com total prazer,
Inexperientes buscando reverência
Dentro da cabeça muita esperança.
Não somos palavras apenas
Não somos essas imagens pequenas.
Somos diferentes de tudo e de todos
Viajaremos mais que centenas
Mais no mesmo lugar.
Em leveza em liberdade
Exprimo o que temos a oferecer,
Estamos de namorico com a verdade
Estamos loucos para nos trazer,
A alegria de criar.
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 12:37 0 comentários
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de madrugada...
...inspiração, apenas isso.
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 12:29 0 comentários
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Adas e toda uma história
No brilho nu em alfinetadas
Percebi a maneira doce da assoviada
Que invadiu seu sorriso na chegada
Seu estilo bobo desviou-se de tão largada
Acertou-me e perfurou minha humilde morada
Cortou minhas estruturas com finas facadas
Aderi aos teus costumes com o passar das noitadas
E quando aprendi já estava em plena alvorada
Então sigo firme nessa temporada
Para que saia uma nova inspiração bem misturada
Diferente de tudo que já existiu em imagem comentada
Ah! Como é bom ler rimas cantadas...
É bom te ler, interpretar e alcançar de forma minimizada
É bom te analisar e brincar com você enquanto maximizada
Mas como acreditar que essa história já não estava pensada?
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 12:27 0 comentários
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
...só por que sei também como é:
entre os achados e perdidos de uma das minhas companheiras, senti ontem naquele dia inspirador, o desejo de falar um pouquinho sobre alguém que conheço tão bem como os marinheiros conhecem o mar, mas sem surpresas. É mais um comentário do que eu espero.
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 09:20 0 comentários
{Ana}logia dos teus fatos errantes
Entre tantos os detalhes
Os que marcam
E os que restam são os mais cruéis,
São eles que narram
Teus atos covardes e fiéis.
Que seja da tua natureza
E ser for, será minha tristeza,
Que seja teu modo de alertar
E ser for, não seria bom te amar,
Difícil qualificar.
E pra ser sincero
Não espero de você
Mais que ilusão,
E nem sei mais
O que não escrever,
Vai saber...
Entre as várias maldades
As que mais marcam
São as que te define a sanguessuga.
E a cegueira da ambiguidade
Nunca será a cura
Você tem por natureza ser sanguessuga!
Queria desconhecer,
Os dias passam
E o que é certo repete sem fim,
Das frases que todos ouviram
Tuas palavras laçam
E depois destrói o amor sem fim.
Às vezes acredito e aceito
Eu a conheço afinal.
Não são tomates estragados
Duma feira popular,
São fezes dos córregos
Dessa cidade linear.
E pra ser sincero
Eu espero,
Que um dia você seja a merda da vez
Para que você saiba o sabor
E quando você estiver à deriva
Você aprenda com o que Fez
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 09:17 0 comentários
domingo, 5 de julho de 2009
aos poemas do domingo...
...hoje a alegria não é passageira( o contrário que escreveu Renato Russo)
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 13:27 0 comentários
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...e blá blá blá a granel!
A inspiração ta fluindo sobre os atos Os atos agem sobre as frases As frases brotam como abelhas E de tudo em tudo Aos poucos perco a contas De quantas contas hei de fazer... Faço o possível mesmo sendo impossível precisar Aquele livro do renato russo não consigo ler Estou a retratar E as frases gritam a narrar A empolgação me dominou de vez Se não hoje Mas amanha a três. Domingo brilhante Relaxante para escrever Estou aqui mas quem quer saber? Estou perdido no meio das palavras Essa magia, todo um abra cadabra Toda a desconexão fiel E o melhor disso É o blá blá blá a granel.
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 13:26 0 comentários
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CADÊ A GENTE?
Eu quero saber Mesmo que seja perigoso Mesmo que aparente ser cedo Mesmo nessa barra funda, Cadê nossa capacidade de morrer? Cadê? Mas suas imagens não sei ler E não tenho a vontade de chover, Olha que eu enxergo o tempo O fino pensamento, E cadê a capacidade de entender? Cadê? O Sousa lima Sempre acalma Mesmo que não haja alma. E assim eu não encontro vocês Procuro e estou a fim de ser Cortês! Mas afinal cadê o que? Cá, dê a inspiração Gabi, dê a transpiração Yza, põe a mão! Cadê os nomes as frases Cadê a porta da nossa mente? Cadê a gente? Cadê?
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 13:25 0 comentários
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ÉTIMO CARA A CARA
E todas essas mentiras descaradas Todos esses falantes da calada Só trazem e me levam em vão, Todos amantes em disparada Negam seus suspiros dissolvidos Matando a multidão, E a verdade tão sonhada Fica escondida atravessada No meio de tanta aversão. Mas quem é que pára? Na hora que os pré-conceitos São diluídos cara a cara? Traga-nos as imagens! Mostre-nos a verdade! Que nós vamos escrever, descrever Sobre os detalhes da cidade! E todo esse pessoal Que como o todo se desfazem, Na tua indiferença é que nasce E morre os fascista e o general Dentro de cada artéria mental. É perfeito, está feito. Não vou negar Não quero fantasiar, E essa doce aventura clara Quem vai acabar com nossos pré-conceitos? Não importa, Eles serão diluídos cara a cara.
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 13:23 0 comentários
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as cores
...os balões fazem parte da outra face do meu pensamento,
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 13:14 0 comentários
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Balões coloridos
Eu acho tão bonito Teu balão colorido, Mas eu vou interpor O direito de não ter cor Desses balões coloridos, E se não for muito peço por favor, Quero voar atrás daquele amor Quero navegar naquele sorriso, Mas eu não quero as coisas tão coloridas Prefiro que sejam mais bonitas Prefiro tudo transparente, Mas eu não quero tantas cores no balão Quero participar do seu pensamento, da sua razão Dos detalhes da sua mente. Balões coloridos me levem por aí Até chegarmos aos pesados sem cor, No qual o colorido seja a flor Seja o brilho do teu sorrir. Balões coloridos me tragam para cá Até que uma cor eu venha achar Um novo formato de balão, E nesse desconexar Pouse-me no chão. Esse brilho intenso É gigante, é imenso Qual é a cor do balão? Essa transparência Esse colorido de vivência Mostra a cor neutra em ação! Quero interpor O direito de ver sem cor, Ver nosso brilho natural Sentir as cores do astral, Mas também quero entender o colorido. E essa transparência Faz de todas as cores por iguais, Mostra um incêndio de essência Coloca tudo no meio das imaginações especiais. Olha, eu já tenho balões coloridos Se você quiser, eu divido!
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 13:13 0 comentários
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...aos meus domingos totalmente divinos
...os domingos são divinos e assim deveriam ser todos os dias, mas nem todos os domingos são tão assim... e nesse domingo que passou e já faz um tempo aprendi apenas a amar um pouquinho mais.
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 13:04 0 comentários
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AQUELE DOMINGO QUE EU APRENDI UMA COISA SÓ
Só sei dizer te amo
Passam-se os dias,
Nascem-se os anos
Só sei dizer te amo.
Branquinha
Minha companhia,
Daquela que entra sem bater
Daquela que bate e faz doer,
Mas eu sempre vou entender.
Tão perfeitinha
Que as risadas vão sem dizer,
Teu sorriso tão lindo
Teu ar tão nosso,
E os pulsares do coração
Só fazem crescer,
E aqueles desenhos quem sabe ler?
Só sei dizer te amo
Virão os loucos,
Morrerão os santos
E só sei dizer te amo.
Branquinha
Qual vai ser a próxima vez
Qual vai ser o próximo show,
Aquele dentro de mim
Aquele que sua voz é o fim,
Aquele que você mostrou
Na hora que minha respiração parou?
Pode ser hoje
Pode ser do jeito que fosse,
Pose ser daqui a um mês
Pode ser em inglês,
Pode ser em mim eu e você assim.
E só sei dizer te amo
Atrase os trens,
Mudem os planos
Só sei dizer te amo.
Branquinha
Deveria ter te sequestrado,
Deveria ter acompanhado
Teus passos apressados,
Deveria ter entrado no teu olhar
E acabado afogado no mel do teu beijar,
E nesses teus silenciosos sons
Nesse teu carinho só meu,
Só faltou você também sonhar
E nesse vai vem
Nessa insônia escrevi o q sei pensar,
Amo-te e só aprendi a amar.
Atemporalizado por Yzayaz Chavez às 13:03 1 comentários
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