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terça-feira, 21 de julho de 2009

Três pontinhos {reticências}

Escrevi esse poema descritivo pois embrulho meu estômago todos os dias quando passo e vejo aquelas pessoas pedindo e se humilhando, e embora eu queira ajuda-los, eles são muitos e fica difícil salvar o mundo sozinho....eu estava passando na rua e por mais uma vez senti um doce repudio pelas cenas de filme de terror que estão por aí ao vivo para que todos nós possamos sentir vergonha da nossa querida cidade que de tão maravilhosa possui coisas cabulosas e, que faz e fez, com que eu analisasse de uma forma mais severa, quem eles são e por que eles são.

acabei reparando que eles não são.

Eles possuem um tipo de invisibilidade que, embora pareça controverso, todos veem, mas que são poucos que se importam.Importar-se, que digo, não é basicamente com eles, mas sim com o porquê eles são da forma que são, e o que aconteceu para que eles se transformassem nisso.Essa é a palavra, "nisso", um pedaço esquecido, podre, estragado e responsável por apodrecer aos poucos as areas sadias da cidade...Não vou salvar o mundo mas vou deixar aqui um pedaço da minha indignação por eles...o próximo chama-se:"Cotidiano dos sem vida".

Cotidiano dos sem vida

Eles estão no chão.
O vento frio bate
E eles tremem,
Tremem de fome.
O sol quente arde
E eles soam,
Soam sem nome.

Eles estão no chão.
O mundo passa
E eles passarão,
Passarão por mais humilhação.
O tempo se desfaz
E eles continuam,
Continuam implorando salvação.

Eles estão no chão.
Sentados e deitados
São vários,
São todos coitados.
Eles não são.

Eles estão no chão.
Quebrados aos pedaços
Fragmentados,
Negando o sim
Aceitando o não.

Eles estão no chão.
Estão sujos,
Fedidos,
Sozinhos em meio à multidão.

Eles estão no chão
E apodrecem
Como frutas de outra estação,
Como se fossem o resto
Duma outra geração.

Eles estão no chão
E esperando por caridade,
Aguardando qualquer boa vontade
Como se assim viesse à solução.

Eles estão no chão.
Paralisados
Como se a vergonha pesasse,
Como se a pobreza enfraquecesse,
Como se tudo passasse,
Passasse de confusão.

Eles estão no chão.
Drogados,
Entorpecidos sem ação.
Estão ignorados
Por esses que passam,
Por aqueles que passarão.

Eles estão no chão.
Todos com mãos estendidas
Sem destino a seguir,
Olhando para pessoas desinibidas
Sussurrando sem ao menos rir.
Mas por qual razão?

Eles estão no chão.
Afastados,
Parados,
Mal acostumados,
Doentes sem proteção.
Mas quem eles são?

Eles não são!
Eles apenas estão.
Estão pairando de lá para cá
Lotando as praças,
Os viadutos,
O famoso minhocão.

Eles estão no chão,
De todos os lados
No meio da população.
Fedidos, suados, rasgados
Picotados, famintos, odiados
Vivendo em vão.

Eles estão no chão.
Em qualquer parte do chão.
Pedindo e pedindo,
Emburrados
No aguardo do teu pão.

Eles estão no chão.
E a morte é certa
Que nem a fome, o frio e a desilusão.
Certos de quase nada
Aguardam como ignorantes alienados
O direito de serem empacotados num cachão.
Sim, de papelão!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

tecendo...

hoje é feriado,um dia dedicado a tecer pensamento e acredito que somos isso aí, um monte de vontades em formas de pessoas.

Somos ate o ponto que não somos e assim deixamos enquanto não deixamos e continuamos ser enquanto não somos, não é? rsrs.
O próximo chama-se "tecer é o que é"

Tecer é o que é

Elas estão de namorico

Mas acredito,

Mas será,

Não é comigo?

Eu sou figurante

Observante da luz

Ainda que seja estúpida

Esculpida no coração.

Somos sobreviventes

Adolescentes depurados na cruz

Salvadores da justa medida

O orgulho da nação.

Eu sou meio alternativo

Impulsivo no modo de dizer

Acreditador da transparência

Das almas sem crença.

Somos imaginativos

Cognitivos com total prazer,

Inexperientes buscando reverência

Dentro da cabeça muita esperança.

Não somos palavras apenas

Não somos essas imagens pequenas.

Somos diferentes de tudo e de todos

Viajaremos mais que centenas

Mais no mesmo lugar.

Em leveza em liberdade

Exprimo o que temos a oferecer,

Estamos de namorico com a verdade

Estamos loucos para nos trazer,

A alegria de criar.

de madrugada...

...inspiração, apenas isso.

Já escrevi isso, e vou repetir.
Se eu escrevo sobre algo, alguém ou sei lá, se escrevo,
é por que de alguma forma existe importância.
Reciprocidade nunca faz mal.
agradeço as minhas parceiras de encanto, de brincadeira, de imaginação, de criação, de diversão.
Agradeço não só por agradecer.
Agradeço por que tem um momento que não há inspiração, nem dom, que sobreviva sozinho, e alguém reativou minha vontade, o meu desejo pelas palavras.

O próximo chama-se "adas e toda uma história".

Adas e toda uma história

No brilho nu em alfinetadas

Percebi a maneira doce da assoviada

Que invadiu seu sorriso na chegada

Seu estilo bobo desviou-se de tão largada

Acertou-me e perfurou minha humilde morada

Cortou minhas estruturas com finas facadas

Aderi aos teus costumes com o passar das noitadas

E quando aprendi já estava em plena alvorada

Então sigo firme nessa temporada

Para que saia uma nova inspiração bem misturada

Diferente de tudo que já existiu em imagem comentada

Ah! Como é bom ler rimas cantadas...

É bom te ler, interpretar e alcançar de forma minimizada

É bom te analisar e brincar com você enquanto maximizada

Mas como acreditar que essa história já não estava pensada?

segunda-feira, 6 de julho de 2009

...só por que sei também como é:

entre os achados e perdidos de uma das minhas companheiras, senti ontem naquele dia inspirador, o desejo de falar um pouquinho sobre alguém que conheço tão bem como os marinheiros conhecem o mar, mas sem surpresas. É mais um comentário do que eu espero.

O poema chama-se "Analogia dos teus fatos errantes"...

{Ana}logia dos teus fatos errantes

Entre tantos os detalhes

Os que marcam

E os que restam são os mais cruéis,

São eles que narram

Teus atos covardes e fiéis.

Que seja da tua natureza

E ser for, será minha tristeza,

Que seja teu modo de alertar

E ser for, não seria bom te amar,

Difícil qualificar.

E pra ser sincero

Não espero de você

Mais que ilusão,

E nem sei mais

O que não escrever,

Vai saber...

Entre as várias maldades

As que mais marcam

São as que te define a sanguessuga.

E a cegueira da ambiguidade

Nunca será a cura

Você tem por natureza ser sanguessuga!

Queria desconhecer,

Os dias passam

E o que é certo repete sem fim,

Das frases que todos ouviram

Tuas palavras laçam

E depois destrói o amor sem fim.

Às vezes acredito e aceito

Eu a conheço afinal.

Não são tomates estragados

Duma feira popular,

São fezes dos córregos

Dessa cidade linear.

E pra ser sincero

Eu espero,

Que um dia você seja a merda da vez

Para que você saiba o sabor

E quando você estiver à deriva

Você aprenda com o que Fez

domingo, 5 de julho de 2009

aos poemas do domingo...

...hoje a alegria não é passageira( o contrário que escreveu Renato Russo)

a vontade de fazer é infinita e no vai e vem das palavras escrevi três poemas para esse meu domingo, que de tão calmo me trouxe o desejo por rimas que não está sendo possível controlar,
as frases me deixam com febre a tarde inteira e com fome por escrever.
Os próximos são "e blá blá blá a granel" , "cadê a gente?" e "étimo cara a cara", respectivamente. =D

...e blá blá blá a granel!

A inspiração ta fluindo sobre os atos

Os atos agem sobre as frases

As frases brotam como abelhas

E de tudo em tudo

Aos poucos perco a contas

De quantas contas hei de fazer...

Faço o possível mesmo sendo impossível precisar

Aquele livro do renato russo não consigo ler

Estou a retratar

E as frases gritam a narrar

A empolgação me dominou de vez

Se não hoje

Mas amanha a três.

Domingo brilhante

Relaxante para escrever

Estou aqui mas quem quer saber?

Estou perdido no meio das palavras

Essa magia, todo um abra cadabra

Toda a desconexão fiel

E o melhor disso

É o blá blá blá a granel.

CADÊ A GENTE?

Eu quero saber

Mesmo que seja perigoso

Mesmo que aparente ser cedo

Mesmo nessa barra funda,

Cadê nossa capacidade de morrer?

Cadê?

Mas suas imagens não sei ler

E não tenho a vontade de chover,

Olha que eu enxergo o tempo

O fino pensamento,

E cadê a capacidade de entender?

Cadê?

O Sousa lima

Sempre acalma

Mesmo que não haja alma.

E assim eu não encontro vocês

Procuro e estou a fim de ser Cortês!

Mas afinal cadê o que?

Cá, dê a inspiração

Gabi, dê a transpiração

Yza, põe a mão!

Cadê os nomes as frases

Cadê a porta da nossa mente?

Cadê a gente? Cadê?

ÉTIMO CARA A CARA

E todas essas mentiras descaradas

Todos esses falantes da calada

Só trazem e me levam em vão,

Todos amantes em disparada

Negam seus suspiros dissolvidos

Matando a multidão,

E a verdade tão sonhada

Fica escondida atravessada

No meio de tanta aversão.

Mas quem é que pára?

Na hora que os pré-conceitos

São diluídos cara a cara?

Traga-nos as imagens!

Mostre-nos a verdade!

Que nós vamos escrever, descrever

Sobre os detalhes da cidade!

E todo esse pessoal

Que como o todo se desfazem,

Na tua indiferença é que nasce

E morre os fascista e o general

Dentro de cada artéria mental.

É perfeito, está feito.

Não vou negar

Não quero fantasiar,

E essa doce aventura clara

Quem vai acabar com nossos pré-conceitos?

Não importa,

Eles serão diluídos cara a cara.

as cores

...os balões fazem parte da outra face do meu pensamento,

faz parte daquela parte que eu chamaria de recursal, na qual não teve origem em mim,
mas que é tão inspirante quanto um banho quentinho ou uma noite tranquila.
O próximo chama-se "balões coloridos".

Balões coloridos

Eu acho tão bonito

Teu balão colorido,

Mas eu vou interpor

O direito de não ter cor

Desses balões coloridos,

E se não for muito peço por favor,

Quero voar atrás daquele amor

Quero navegar naquele sorriso,

Mas eu não quero as coisas tão coloridas

Prefiro que sejam mais bonitas

Prefiro tudo transparente,

Mas eu não quero tantas cores no balão

Quero participar do seu pensamento, da sua razão

Dos detalhes da sua mente.

Balões coloridos me levem por aí

Até chegarmos aos pesados sem cor,

No qual o colorido seja a flor

Seja o brilho do teu sorrir.

Balões coloridos me tragam para cá

Até que uma cor eu venha achar

Um novo formato de balão,

E nesse desconexar

Pouse-me no chão.

Esse brilho intenso

É gigante, é imenso

Qual é a cor do balão?

Essa transparência

Esse colorido de vivência

Mostra a cor neutra em ação!

Quero interpor

O direito de ver sem cor,

Ver nosso brilho natural

Sentir as cores do astral,

Mas também quero entender o colorido.

E essa transparência

Faz de todas as cores por iguais,

Mostra um incêndio de essência

Coloca tudo no meio das imaginações especiais.

Olha, eu já tenho balões coloridos

Se você quiser, eu divido!

...aos meus domingos totalmente divinos

...os domingos são divinos e assim deveriam ser todos os dias, mas nem todos os domingos são tão assim... e nesse domingo que passou e já faz um tempo aprendi apenas a amar um pouquinho mais.

O poema da vez chama-se "AQUELE DOMINGO QUE EU APRENDI UMA COISA SÓ"...

AQUELE DOMINGO QUE EU APRENDI UMA COISA SÓ

Só sei dizer te amo

Passam-se os dias,

Nascem-se os anos

Só sei dizer te amo.

Branquinha

Minha companhia,

Daquela que entra sem bater

Daquela que bate e faz doer,

Mas eu sempre vou entender.

Tão perfeitinha

Que as risadas vão sem dizer,

Teu sorriso tão lindo

Teu ar tão nosso,

E os pulsares do coração

Só fazem crescer,

E aqueles desenhos quem sabe ler?

Só sei dizer te amo

Virão os loucos,

Morrerão os santos

E só sei dizer te amo.

Branquinha

Qual vai ser a próxima vez

Qual vai ser o próximo show,

Aquele dentro de mim

Aquele que sua voz é o fim,

Aquele que você mostrou

Na hora que minha respiração parou?

Pode ser hoje

Pode ser do jeito que fosse,

Pose ser daqui a um mês

Pode ser em inglês,

Pode ser em mim eu e você assim.

E só sei dizer te amo

Atrase os trens,

Mudem os planos

Só sei dizer te amo.

Branquinha

Deveria ter te sequestrado,

Deveria ter acompanhado

Teus passos apressados,

Deveria ter entrado no teu olhar

E acabado afogado no mel do teu beijar,

E nesses teus silenciosos sons

Nesse teu carinho só meu,

Só faltou você também sonhar

E nesse vai vem

Nessa insônia escrevi o q sei pensar,

Amo-te e só aprendi a amar.