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domingo, 18 de outubro de 2009

...detalhes


...tudo nem sempre tem como explicar mas eu ainda fico feliz em pensar.
Talvez tenha sido de forma automática ou senão, foi tudo natural.
Uma grande amiga comemorara esses dias mais um ano e então que surge uma doce vontade de dizer quem é, perante meus olhos, Gabriela Silvestrini.
Como se a vida quisesse mostrar que talvez o temporal fosse mesmo algo vivo para mim ele surgiu e subitamente eu criei um presente muito nosso.
Os poemas chamam-se "Temporais em preto e branco" e "Gabriela: O verso".

Temporal em preto e branco


Chegou sem se quer perceber
Pareceu como um temporal,
Entrou e ocupou o espaço que se quis
Mostrou-se natural.

Quando entrou fez acontecer
Jorrou nas paredes alto astral,
Mesmo sem placas e sinais
O tempo nos mostrou seu lado real.

São tantas as cores
De varias tonalidades
Puramente pensadores
Em busca da felicidade.

Queria adivinhar quem fez
As marcas que vejo aqui,
Nessas faces de timidez
Sempre quero rir!

O tempo hoje passa depressa
Mas será que isso interessa?
Como que faz o tempo obedecer
Enquanto crio uma nova promessa?

Não há como discordar
Que nesse mundo em preto e branco
Somos metade inteira
Do teu lado que abro e que tranco.

Seria tolice esquecer
Talvez exagero acrescentar
Mas isso que ninguém vê
É seu jeito de flutuar.

Gabriela: O verso


A letra inicial
Sugere a glória,
E em leveza natural
Surge o amor,
Perante nossas vistas
Cresce uma história brilhante,
Em imagem e escrita
Ela é a riqueza que nos conquistou,
É o incêndio que nos queima
É a independência que nos criou.
Simplesmente ela é o que há
De diverso,
É outro universo
{di}verso
Em versos.

sábado, 26 de setembro de 2009

...fato é fato e ponto final

[...]Quis matar esse poeta que há em mim pois ele não cabe mais no tempo, que é curto e que se prolonga em base de desgaste excessivo e que fere meus limites e que tem raízes firmes dentro dos pensamentos tolos e falhos e absurdos, tornado quase o ápice dum exagero qualquer o simples ato de escrever um poema bobo, para que ninguém leia, sem fundamento nenhum.

Enfim, não o fiz. Além do mais não quero ser assassino de minhas naturezas. Escrevi durante todo o tempo de forma oculta e indeterminada e sem textura obvia. O tempo gasto para escrever esse testículo me tomou horas de descanso que farão efeitos ao amanhecer. Após dois meses sem postar algo, volto com um título que me move feito de fato se faz. Minha ideia é expor minha falta de ideias. É como se um temporal cobrisse minhas armas e abalasse minhas defesas. De fato não sei maneiras de explicar. O poema chama-se "Temporais poéticos".

Temporais poéticos II


Há temporais que não me deixam pensar
e meus sonhos imorais fazem a madrugada se alongar,
um acaso definitivo.
Queria escrever minha estória
tomado pelo suor seco
que me torna abusivo.
Não tenho frases
nem versos
tudo se finda no passado.
Hei de brotar nas fases
do temporal inverso
que tormenta meus atos pesados.
Cheguei firme que nem um vendaval
que nem chegou a se pensar,
da madrugada imoral
que se faz e que se consegue prejudicar,
existe um raio de lua a falhar.
A soberania que me toma
virou o copo de uma vez.
O passo marcado de quem me assombra
finge ver o que se fez.
Em linhas gerais
é que hei de escrever
mas nem sei perceber
paz entre meus temporais.
Talvez seja saudade de uma vida
que eu sempre quis ter.
Vontade de ter tempo
para envelhecer,
sobra lamentos
entre meus fatos
e a decadência de só chover.
...há temporais de tolos poetas...
...como eu,
e como você...


terça-feira, 21 de julho de 2009

Três pontinhos {reticências}

Escrevi esse poema descritivo pois embrulho meu estômago todos os dias quando passo e vejo aquelas pessoas pedindo e se humilhando, e embora eu queira ajuda-los, eles são muitos e fica difícil salvar o mundo sozinho....eu estava passando na rua e por mais uma vez senti um doce repudio pelas cenas de filme de terror que estão por aí ao vivo para que todos nós possamos sentir vergonha da nossa querida cidade que de tão maravilhosa possui coisas cabulosas e, que faz e fez, com que eu analisasse de uma forma mais severa, quem eles são e por que eles são.

acabei reparando que eles não são.

Eles possuem um tipo de invisibilidade que, embora pareça controverso, todos veem, mas que são poucos que se importam.Importar-se, que digo, não é basicamente com eles, mas sim com o porquê eles são da forma que são, e o que aconteceu para que eles se transformassem nisso.Essa é a palavra, "nisso", um pedaço esquecido, podre, estragado e responsável por apodrecer aos poucos as areas sadias da cidade...Não vou salvar o mundo mas vou deixar aqui um pedaço da minha indignação por eles...o próximo chama-se:"Cotidiano dos sem vida".

Cotidiano dos sem vida

Eles estão no chão.
O vento frio bate
E eles tremem,
Tremem de fome.
O sol quente arde
E eles soam,
Soam sem nome.

Eles estão no chão.
O mundo passa
E eles passarão,
Passarão por mais humilhação.
O tempo se desfaz
E eles continuam,
Continuam implorando salvação.

Eles estão no chão.
Sentados e deitados
São vários,
São todos coitados.
Eles não são.

Eles estão no chão.
Quebrados aos pedaços
Fragmentados,
Negando o sim
Aceitando o não.

Eles estão no chão.
Estão sujos,
Fedidos,
Sozinhos em meio à multidão.

Eles estão no chão
E apodrecem
Como frutas de outra estação,
Como se fossem o resto
Duma outra geração.

Eles estão no chão
E esperando por caridade,
Aguardando qualquer boa vontade
Como se assim viesse à solução.

Eles estão no chão.
Paralisados
Como se a vergonha pesasse,
Como se a pobreza enfraquecesse,
Como se tudo passasse,
Passasse de confusão.

Eles estão no chão.
Drogados,
Entorpecidos sem ação.
Estão ignorados
Por esses que passam,
Por aqueles que passarão.

Eles estão no chão.
Todos com mãos estendidas
Sem destino a seguir,
Olhando para pessoas desinibidas
Sussurrando sem ao menos rir.
Mas por qual razão?

Eles estão no chão.
Afastados,
Parados,
Mal acostumados,
Doentes sem proteção.
Mas quem eles são?

Eles não são!
Eles apenas estão.
Estão pairando de lá para cá
Lotando as praças,
Os viadutos,
O famoso minhocão.

Eles estão no chão,
De todos os lados
No meio da população.
Fedidos, suados, rasgados
Picotados, famintos, odiados
Vivendo em vão.

Eles estão no chão.
Em qualquer parte do chão.
Pedindo e pedindo,
Emburrados
No aguardo do teu pão.

Eles estão no chão.
E a morte é certa
Que nem a fome, o frio e a desilusão.
Certos de quase nada
Aguardam como ignorantes alienados
O direito de serem empacotados num cachão.
Sim, de papelão!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

tecendo...

hoje é feriado,um dia dedicado a tecer pensamento e acredito que somos isso aí, um monte de vontades em formas de pessoas.

Somos ate o ponto que não somos e assim deixamos enquanto não deixamos e continuamos ser enquanto não somos, não é? rsrs.
O próximo chama-se "tecer é o que é"

Tecer é o que é

Elas estão de namorico

Mas acredito,

Mas será,

Não é comigo?

Eu sou figurante

Observante da luz

Ainda que seja estúpida

Esculpida no coração.

Somos sobreviventes

Adolescentes depurados na cruz

Salvadores da justa medida

O orgulho da nação.

Eu sou meio alternativo

Impulsivo no modo de dizer

Acreditador da transparência

Das almas sem crença.

Somos imaginativos

Cognitivos com total prazer,

Inexperientes buscando reverência

Dentro da cabeça muita esperança.

Não somos palavras apenas

Não somos essas imagens pequenas.

Somos diferentes de tudo e de todos

Viajaremos mais que centenas

Mais no mesmo lugar.

Em leveza em liberdade

Exprimo o que temos a oferecer,

Estamos de namorico com a verdade

Estamos loucos para nos trazer,

A alegria de criar.

de madrugada...

...inspiração, apenas isso.

Já escrevi isso, e vou repetir.
Se eu escrevo sobre algo, alguém ou sei lá, se escrevo,
é por que de alguma forma existe importância.
Reciprocidade nunca faz mal.
agradeço as minhas parceiras de encanto, de brincadeira, de imaginação, de criação, de diversão.
Agradeço não só por agradecer.
Agradeço por que tem um momento que não há inspiração, nem dom, que sobreviva sozinho, e alguém reativou minha vontade, o meu desejo pelas palavras.

O próximo chama-se "adas e toda uma história".

Adas e toda uma história

No brilho nu em alfinetadas

Percebi a maneira doce da assoviada

Que invadiu seu sorriso na chegada

Seu estilo bobo desviou-se de tão largada

Acertou-me e perfurou minha humilde morada

Cortou minhas estruturas com finas facadas

Aderi aos teus costumes com o passar das noitadas

E quando aprendi já estava em plena alvorada

Então sigo firme nessa temporada

Para que saia uma nova inspiração bem misturada

Diferente de tudo que já existiu em imagem comentada

Ah! Como é bom ler rimas cantadas...

É bom te ler, interpretar e alcançar de forma minimizada

É bom te analisar e brincar com você enquanto maximizada

Mas como acreditar que essa história já não estava pensada?

segunda-feira, 6 de julho de 2009

...só por que sei também como é:

entre os achados e perdidos de uma das minhas companheiras, senti ontem naquele dia inspirador, o desejo de falar um pouquinho sobre alguém que conheço tão bem como os marinheiros conhecem o mar, mas sem surpresas. É mais um comentário do que eu espero.

O poema chama-se "Analogia dos teus fatos errantes"...

{Ana}logia dos teus fatos errantes

Entre tantos os detalhes

Os que marcam

E os que restam são os mais cruéis,

São eles que narram

Teus atos covardes e fiéis.

Que seja da tua natureza

E ser for, será minha tristeza,

Que seja teu modo de alertar

E ser for, não seria bom te amar,

Difícil qualificar.

E pra ser sincero

Não espero de você

Mais que ilusão,

E nem sei mais

O que não escrever,

Vai saber...

Entre as várias maldades

As que mais marcam

São as que te define a sanguessuga.

E a cegueira da ambiguidade

Nunca será a cura

Você tem por natureza ser sanguessuga!

Queria desconhecer,

Os dias passam

E o que é certo repete sem fim,

Das frases que todos ouviram

Tuas palavras laçam

E depois destrói o amor sem fim.

Às vezes acredito e aceito

Eu a conheço afinal.

Não são tomates estragados

Duma feira popular,

São fezes dos córregos

Dessa cidade linear.

E pra ser sincero

Eu espero,

Que um dia você seja a merda da vez

Para que você saiba o sabor

E quando você estiver à deriva

Você aprenda com o que Fez

domingo, 5 de julho de 2009

aos poemas do domingo...

...hoje a alegria não é passageira( o contrário que escreveu Renato Russo)

a vontade de fazer é infinita e no vai e vem das palavras escrevi três poemas para esse meu domingo, que de tão calmo me trouxe o desejo por rimas que não está sendo possível controlar,
as frases me deixam com febre a tarde inteira e com fome por escrever.
Os próximos são "e blá blá blá a granel" , "cadê a gente?" e "étimo cara a cara", respectivamente. =D

...e blá blá blá a granel!

A inspiração ta fluindo sobre os atos

Os atos agem sobre as frases

As frases brotam como abelhas

E de tudo em tudo

Aos poucos perco a contas

De quantas contas hei de fazer...

Faço o possível mesmo sendo impossível precisar

Aquele livro do renato russo não consigo ler

Estou a retratar

E as frases gritam a narrar

A empolgação me dominou de vez

Se não hoje

Mas amanha a três.

Domingo brilhante

Relaxante para escrever

Estou aqui mas quem quer saber?

Estou perdido no meio das palavras

Essa magia, todo um abra cadabra

Toda a desconexão fiel

E o melhor disso

É o blá blá blá a granel.

CADÊ A GENTE?

Eu quero saber

Mesmo que seja perigoso

Mesmo que aparente ser cedo

Mesmo nessa barra funda,

Cadê nossa capacidade de morrer?

Cadê?

Mas suas imagens não sei ler

E não tenho a vontade de chover,

Olha que eu enxergo o tempo

O fino pensamento,

E cadê a capacidade de entender?

Cadê?

O Sousa lima

Sempre acalma

Mesmo que não haja alma.

E assim eu não encontro vocês

Procuro e estou a fim de ser Cortês!

Mas afinal cadê o que?

Cá, dê a inspiração

Gabi, dê a transpiração

Yza, põe a mão!

Cadê os nomes as frases

Cadê a porta da nossa mente?

Cadê a gente? Cadê?

ÉTIMO CARA A CARA

E todas essas mentiras descaradas

Todos esses falantes da calada

Só trazem e me levam em vão,

Todos amantes em disparada

Negam seus suspiros dissolvidos

Matando a multidão,

E a verdade tão sonhada

Fica escondida atravessada

No meio de tanta aversão.

Mas quem é que pára?

Na hora que os pré-conceitos

São diluídos cara a cara?

Traga-nos as imagens!

Mostre-nos a verdade!

Que nós vamos escrever, descrever

Sobre os detalhes da cidade!

E todo esse pessoal

Que como o todo se desfazem,

Na tua indiferença é que nasce

E morre os fascista e o general

Dentro de cada artéria mental.

É perfeito, está feito.

Não vou negar

Não quero fantasiar,

E essa doce aventura clara

Quem vai acabar com nossos pré-conceitos?

Não importa,

Eles serão diluídos cara a cara.

as cores

...os balões fazem parte da outra face do meu pensamento,

faz parte daquela parte que eu chamaria de recursal, na qual não teve origem em mim,
mas que é tão inspirante quanto um banho quentinho ou uma noite tranquila.
O próximo chama-se "balões coloridos".

Balões coloridos

Eu acho tão bonito

Teu balão colorido,

Mas eu vou interpor

O direito de não ter cor

Desses balões coloridos,

E se não for muito peço por favor,

Quero voar atrás daquele amor

Quero navegar naquele sorriso,

Mas eu não quero as coisas tão coloridas

Prefiro que sejam mais bonitas

Prefiro tudo transparente,

Mas eu não quero tantas cores no balão

Quero participar do seu pensamento, da sua razão

Dos detalhes da sua mente.

Balões coloridos me levem por aí

Até chegarmos aos pesados sem cor,

No qual o colorido seja a flor

Seja o brilho do teu sorrir.

Balões coloridos me tragam para cá

Até que uma cor eu venha achar

Um novo formato de balão,

E nesse desconexar

Pouse-me no chão.

Esse brilho intenso

É gigante, é imenso

Qual é a cor do balão?

Essa transparência

Esse colorido de vivência

Mostra a cor neutra em ação!

Quero interpor

O direito de ver sem cor,

Ver nosso brilho natural

Sentir as cores do astral,

Mas também quero entender o colorido.

E essa transparência

Faz de todas as cores por iguais,

Mostra um incêndio de essência

Coloca tudo no meio das imaginações especiais.

Olha, eu já tenho balões coloridos

Se você quiser, eu divido!

...aos meus domingos totalmente divinos

...os domingos são divinos e assim deveriam ser todos os dias, mas nem todos os domingos são tão assim... e nesse domingo que passou e já faz um tempo aprendi apenas a amar um pouquinho mais.

O poema da vez chama-se "AQUELE DOMINGO QUE EU APRENDI UMA COISA SÓ"...

AQUELE DOMINGO QUE EU APRENDI UMA COISA SÓ

Só sei dizer te amo

Passam-se os dias,

Nascem-se os anos

Só sei dizer te amo.

Branquinha

Minha companhia,

Daquela que entra sem bater

Daquela que bate e faz doer,

Mas eu sempre vou entender.

Tão perfeitinha

Que as risadas vão sem dizer,

Teu sorriso tão lindo

Teu ar tão nosso,

E os pulsares do coração

Só fazem crescer,

E aqueles desenhos quem sabe ler?

Só sei dizer te amo

Virão os loucos,

Morrerão os santos

E só sei dizer te amo.

Branquinha

Qual vai ser a próxima vez

Qual vai ser o próximo show,

Aquele dentro de mim

Aquele que sua voz é o fim,

Aquele que você mostrou

Na hora que minha respiração parou?

Pode ser hoje

Pode ser do jeito que fosse,

Pose ser daqui a um mês

Pode ser em inglês,

Pode ser em mim eu e você assim.

E só sei dizer te amo

Atrase os trens,

Mudem os planos

Só sei dizer te amo.

Branquinha

Deveria ter te sequestrado,

Deveria ter acompanhado

Teus passos apressados,

Deveria ter entrado no teu olhar

E acabado afogado no mel do teu beijar,

E nesses teus silenciosos sons

Nesse teu carinho só meu,

Só faltou você também sonhar

E nesse vai vem

Nessa insônia escrevi o q sei pensar,

Amo-te e só aprendi a amar.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O tamanho das coisas que sinto

Gosto,

Com a delicadeza de uma flor

E com a brutalidade de um algodão,

Com a força das palavras que tender a nos expor

E com a fragilidade do pulsar do coração,

De quem imagina o proceder!

Olha só o tamanho das coisas que sinto

Por você.

 

Adoro,

Com a sutileza dos céus

E com a imprevisão do tempo,

Com a doçura do mel

E com a imprecisão do pensamento,

De quem acredita no ato de entender!

Olha só o tamanho das coisas que sinto

Por você.

 

Amo,

Com a liberdade que possuem os pensamentos dos sábios

E com a vastidão que abrangem as melodias,

Com a euforia, esperança e emoção que abalam os estádios

E com a feroz determinação de quem aceita o que for extraordinário,

De quem aceita qualquer parecer!

Olha só o tamanho das coisas que sinto

Por você.

 

As coisas que sinto

São de um tamanho infinito,

De um sentimento puro e bonito,

De uma complexidade impermeável

De uma loucura inflamável,

Dessa forma tão impulsiva

Minha razão tão alusiva,

Mede inconscientemente seu ser

Mostrando que o que sinto é por você.

 

O tamanho das coisas que sinto

Aumenta descontrolavelmente a cada segundo,

Sinto ainda que você não põe muita fé nisso

Mas a razão me invade e eu afundo.

Gostaria de abranger outras palavras

Para expressar meu parecer

Logo, parece que amo você.

 

O tamanho das coisas que sinto

É maior do que posso descrever,

Minhas palavras se mostram tão poucas

Tão vagas que se torna difícil ler,

Sinto a verdade pulsando meu coração

Mas a duvida me atinge

E quase acredito que no meu coração pulsa você.


Yzayaz Chavez 24/05/2009

 

Apenas reforçando a ideia anterior

Digo que o próximo poema é um complemento do que eu disse no poema anterior, logo que, escrevi os dois em seguida, ele chama-se O tamanho das coisas que sinto;

Amar é dificil e nem todos enxergam isso.
A dificuldade não está exatamente no ato de amar, e sim como desenvolver ele, já que é dificil aceitar o outro da forma como tem que ser essa aceitação e essas, aparentemente, pequenas coisas que são determinantes. Esse deve ter sido meu erro, não tive a visão necessária para aceitar as coisas como elas são e quis da minha forma e perdi.
O tamanho das coisas que sinto é diretamenta para minha inspiração, e não tenho mais o custume de amar e só, mas contradigo-me e complexiono-me,logo que, apenas amo, no entanto, amo tudo.
E quando digo tudo, é tudo sem excessões.
O mais irônico é que amo tanto que, se repararmos, amo o sufuciente, por mim e pela minha amada...
Amar são detalhes detalhados que não merecem passar em vão...

Mais uma historinha de poeta

Não que eu não fale do amor

Mas é que ele fala por mim,

E nesse disse e não me disse

O amor me leva ao começo e ao fim,

E durante o percurso encontrei você:

Branca, linda e cheirosa

Esplêndida e maravilhosa,

Igualzinha ao que tinha visto antes

Embaçou a visão desse pobre amante,

Mas embaçou de forma mais ou menos mista

E meu coração entendeu

Que foi amor a primeira vista.

A amizade crescia como cresce

O PIB da china,

Disparado acordei

Sentindo o sorriso dessa menina...

Esse meu amor gritava

E eu pedia silêncio para pensar,

Meu raciocínio só pensava em amar

E tudo nos meus sonhos se criava...

Atropelei esse amor que eu sentia

Como se atropela uma inofensiva flor

Sem que ela pudesse reagir.

Ao movimento eu fui levado

E toda hora me pegava hipnotizado,

Mas recuava para não cair.

Certa manhã beirava o meio-dia

O mêtro nos espera sem esperar,

Andávamos devagar e a conversa aparecia interminável

Minha mão estava soldada na sua sem estar,

E eu te amava desde sempre sem precisar falar

Eu te desejava bem antes de desejar,

E eu te olhei naquele momento

Em que tudo parecia ter parado

Para que nosso primeiro beijo fosse inventado.

Meus pensamentos estavam desconexos

Minhas forças não estavam mais comigo

E eu também não estava mais lá,

Fui longe a menos de um segundo

Voltei e você parecia também me amar,

Tudo parecia tão perfeito

Tudo parecia um filme editado com final feliz,

E desse jeito cada dia que passava mais perfeito ficava

Parecia um filme que eu mesmo fiz,

Porém, num único estralo

Joguei tudo fora num único abalo.

De forma que o estralo acabou em seguida

E olhei bem atrás toda minha destruição,

Enlouquecido estava e admirado fiquei

Meus motivos tão tolos

Que quando subi a escada

Eu chorei.

Podia ser apenas ficção

Mas quem foi que ficou com meu coração?

Acho que foi você.

Minhas palavras mudas não vão se refazer.

Quem dorme sempre acorda

E quem se engana sempre volta para buscar,

Não faço tipo nem moda

Apenas quero te abraçar,

E se você demorar para acreditar

Não tem problema,

Eu faço uma loucura

E você vai aceitar.

Passou-se mais tempo do que o planejado

Para eu aceitar também,

Que não sei amar mais ninguém.

Por agora vou esperando

E dessa forma irei me manter,

Muito mais agoniado

Muito mais você...

... Não que eu só fale de você

Mas o amor fala por mim,

Disseram que essa história não acaba aqui

Disseram que o acontece agora vai prolongar

Toda aquela conversa que inseriram sobre fim,

Mas quem ama corre atrás

E eu te amo

E cada dia mais e mais,

Espero conseguir te trazer para mim.


Yzayaz Chavez 24/05/2009

 

De novo sobre o mesmo

Embora eu já tenha dito não cansarei de repetir,meus poemas de amor são para ti;

às vezes gostaria de ter feito diferente e mostrar as coisas de outra forma, mas tenho um pouco de medo de alterar o que faço, no entanto, esse meu amor cresce de tal forma que se ele fosse material não caberia mais em lugar nenhum, logo que, eu amo tanto, a pessoa para quem escrevo que acabo, por mim só, não merecendo a reciprocidade desse amor;
sou poeta, eu amo em excesso, e ao expressar o meu amor mostro minha cara e mostro quem amo, não por que quero, mas por que o amor fala por mim.
Mesmo que não mude nada as palavras mudas desse simples poeta, que é apenas outro poeta, não cansarei de escrever sobre meu simples e enorme e complexo e estraordinário e imperfeito amor por você.
O próximo poema chama-se Mais uma historinha de poeta.

domingo, 24 de maio de 2009

Apenas o que for sensato

Que joguemos fora toda coerência

E toda coesão,

Que retiremos todas as lágrimas

De dentro do coração,

Que falemos toda verdade absoluta

Que encontremos toda maldição,

Que entreguemos todos os sentimentos

E que inventemos a imaginação!

Que sejamos feios ou bonitos

Ou que sejamos bondosos ou malvados,

Isso não importa!

Mas que sejamos um tanto sensato.

Que acabemos jogados na inércia

Que atrevêssemos um mar inteiro a pé,

Que juremos paz durante a guerra

Que fiquemos iludidos pela fé,

Que troquemos flores por armas

Para tentar salvar vidas,

Que façamos nossas malas

Com destino apenas de ida,

Mas que sempre possamos acordar do pesadelo

Que sempre erremos e qualquer outra coisa banal

E no final tenhamos um fim aliviado

Nunca deixando de ser sensato.

 

  Yzayaz Chavez 16/05/2009

 

pensando o poema...

Estava pensando nas coisas que fazemos em vida, e percebi mais uma vez que passamos muito tempo na inercia e não fazemos muita coisa com esse detalhe fútil. Escrevi um poema colocando o que seria uma boa para fazer, de forma que nunca fiquemos parado, mas sempre sendo o mais correto possível.

Mas é normal, devemos fazer apenas o que for sensato.

Gostaria de lei

Gostaria de ficar acomodado

Com o simples fato,

De ser o culpado

De tudo aquilo que não fiz;

 

Gostaria de não receber acusações

Nem de ser tratado como um rato,

Entender o motivo de ser acusado

É tudo que eu sempre quis;

 

Gostaria de cegar dos ouvidos

Para não precisar ver o que escuto,

Os julgamentos alheios me arrasam

Não engulo não aceito, fico puto!

 

Gostaria de saber o porquê

Paguei com duras penas da lei,

Algo que ao certo não posso crer

E se mereço isso, também não sei.

 

Gostaria de me portar em comodismo

Pelo simples fato que ainda não sei,

Vou ir fundo desse cinismo

Baseando-me em tudo que é lei!


Yzayaz Chavez 23/09/2008

...introdução.

Bom, antes de mais nada gostaria de agradecer ao meu amigo Alexandre, um grande pensador que merece prêmios por ter um projeto tão magnífico, pelo apoio e pela motivação extra que ele mostrou-me hoje.


Gostaria de agradecer ao meu amigo Rogério, "O poeta solitário", por ter ajudado-me a montar este blog no qual trago sentimentos diversos que variam do tudo ao nada.

Gostaria de agradecer a minha amiga Adriana, que sempre está pronta a escutar minhas tolices e meus lamentos, que sempre está pronta para alegrar-me e dizer aquilo que preciso no momento que é necessário, pelo primeiro comentário deste blog.

Gostaria de agradecer a minha amiga Gabriela, que é como se fosse meu anjo da guarda, por mostrar aos meus olhos que eu sou capaz.

Gostaria de agradecer as minhas duas maiores inspirações, que não irei expor os nomes, que formaram meu arquivo vasto de diversos poemas que relacionam "O tudo e o Nada".

Gostaria de agradecer às pessoas que leram meus poemas e me estimularam com elogios.
Gostaria de agradecer à todos vocês que ajudaram-me e sempre me ajudarão.

[...]Gostaria de tudo isso, mas no entanto, gostaria mais ainda de lei.
O próximo poema chama-se gostaria de lei.

sábado, 23 de maio de 2009

A sua janela fechada

O que mais me incomoda
É ter que passar de baixo da sua janela
Por infinitos dias,
Tantas coisas em poucas horas
Todos os dias passando na sua porta
Eu sofro essa melancolia,
Tão terrível esse meu caminho
Olho a sua janela lá no alto
E eu sozinho...
Às vezes me dá saudade
Outras vezes mais ainda,
Bate um tal de arrependimento
Mas eu não deixo entrar!
E meu caminho soleno
Você me vem bem pequeno,
Dói à janela serrada
Mas eu finjo não olhar!
Que caminho mais irônico
Passo e lembro do seu sorriso cômico
Mas passo apressado!
...Se eu vou estou passando
E se eu volto estou passando...
Eita caminho complicado!
O que mais me incomoda 
É ter que passar todos os dias
De baixo da sua janela
E lembrar de você,
Por infinitos dias...

Yzayaz Chavez 02/04/2009