Que joguemos fora toda coerência
E toda coesão,
Que retiremos todas as lágrimas
De dentro do coração,
Que falemos toda verdade absoluta
Que encontremos toda maldição,
Que entreguemos todos os sentimentos
E que inventemos a imaginação!
Que sejamos feios ou bonitos
Ou que sejamos bondosos ou malvados,
Isso não importa!
Mas que sejamos um tanto sensato.
Que acabemos jogados na inércia
Que atrevêssemos um mar inteiro a pé,
Que juremos paz durante a guerra
Que fiquemos iludidos pela fé,
Que troquemos flores por armas
Para tentar salvar vidas,
Que façamos nossas malas
Com destino apenas de ida,
Mas que sempre possamos acordar do pesadelo
Que sempre erremos e qualquer outra coisa banal
E no final tenhamos um fim aliviado
Nunca deixando de ser sensato.

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