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quarta-feira, 27 de maio de 2009

O tamanho das coisas que sinto

Gosto,

Com a delicadeza de uma flor

E com a brutalidade de um algodão,

Com a força das palavras que tender a nos expor

E com a fragilidade do pulsar do coração,

De quem imagina o proceder!

Olha só o tamanho das coisas que sinto

Por você.

 

Adoro,

Com a sutileza dos céus

E com a imprevisão do tempo,

Com a doçura do mel

E com a imprecisão do pensamento,

De quem acredita no ato de entender!

Olha só o tamanho das coisas que sinto

Por você.

 

Amo,

Com a liberdade que possuem os pensamentos dos sábios

E com a vastidão que abrangem as melodias,

Com a euforia, esperança e emoção que abalam os estádios

E com a feroz determinação de quem aceita o que for extraordinário,

De quem aceita qualquer parecer!

Olha só o tamanho das coisas que sinto

Por você.

 

As coisas que sinto

São de um tamanho infinito,

De um sentimento puro e bonito,

De uma complexidade impermeável

De uma loucura inflamável,

Dessa forma tão impulsiva

Minha razão tão alusiva,

Mede inconscientemente seu ser

Mostrando que o que sinto é por você.

 

O tamanho das coisas que sinto

Aumenta descontrolavelmente a cada segundo,

Sinto ainda que você não põe muita fé nisso

Mas a razão me invade e eu afundo.

Gostaria de abranger outras palavras

Para expressar meu parecer

Logo, parece que amo você.

 

O tamanho das coisas que sinto

É maior do que posso descrever,

Minhas palavras se mostram tão poucas

Tão vagas que se torna difícil ler,

Sinto a verdade pulsando meu coração

Mas a duvida me atinge

E quase acredito que no meu coração pulsa você.


Yzayaz Chavez 24/05/2009

 

Apenas reforçando a ideia anterior

Digo que o próximo poema é um complemento do que eu disse no poema anterior, logo que, escrevi os dois em seguida, ele chama-se O tamanho das coisas que sinto;

Amar é dificil e nem todos enxergam isso.
A dificuldade não está exatamente no ato de amar, e sim como desenvolver ele, já que é dificil aceitar o outro da forma como tem que ser essa aceitação e essas, aparentemente, pequenas coisas que são determinantes. Esse deve ter sido meu erro, não tive a visão necessária para aceitar as coisas como elas são e quis da minha forma e perdi.
O tamanho das coisas que sinto é diretamenta para minha inspiração, e não tenho mais o custume de amar e só, mas contradigo-me e complexiono-me,logo que, apenas amo, no entanto, amo tudo.
E quando digo tudo, é tudo sem excessões.
O mais irônico é que amo tanto que, se repararmos, amo o sufuciente, por mim e pela minha amada...
Amar são detalhes detalhados que não merecem passar em vão...

Mais uma historinha de poeta

Não que eu não fale do amor

Mas é que ele fala por mim,

E nesse disse e não me disse

O amor me leva ao começo e ao fim,

E durante o percurso encontrei você:

Branca, linda e cheirosa

Esplêndida e maravilhosa,

Igualzinha ao que tinha visto antes

Embaçou a visão desse pobre amante,

Mas embaçou de forma mais ou menos mista

E meu coração entendeu

Que foi amor a primeira vista.

A amizade crescia como cresce

O PIB da china,

Disparado acordei

Sentindo o sorriso dessa menina...

Esse meu amor gritava

E eu pedia silêncio para pensar,

Meu raciocínio só pensava em amar

E tudo nos meus sonhos se criava...

Atropelei esse amor que eu sentia

Como se atropela uma inofensiva flor

Sem que ela pudesse reagir.

Ao movimento eu fui levado

E toda hora me pegava hipnotizado,

Mas recuava para não cair.

Certa manhã beirava o meio-dia

O mêtro nos espera sem esperar,

Andávamos devagar e a conversa aparecia interminável

Minha mão estava soldada na sua sem estar,

E eu te amava desde sempre sem precisar falar

Eu te desejava bem antes de desejar,

E eu te olhei naquele momento

Em que tudo parecia ter parado

Para que nosso primeiro beijo fosse inventado.

Meus pensamentos estavam desconexos

Minhas forças não estavam mais comigo

E eu também não estava mais lá,

Fui longe a menos de um segundo

Voltei e você parecia também me amar,

Tudo parecia tão perfeito

Tudo parecia um filme editado com final feliz,

E desse jeito cada dia que passava mais perfeito ficava

Parecia um filme que eu mesmo fiz,

Porém, num único estralo

Joguei tudo fora num único abalo.

De forma que o estralo acabou em seguida

E olhei bem atrás toda minha destruição,

Enlouquecido estava e admirado fiquei

Meus motivos tão tolos

Que quando subi a escada

Eu chorei.

Podia ser apenas ficção

Mas quem foi que ficou com meu coração?

Acho que foi você.

Minhas palavras mudas não vão se refazer.

Quem dorme sempre acorda

E quem se engana sempre volta para buscar,

Não faço tipo nem moda

Apenas quero te abraçar,

E se você demorar para acreditar

Não tem problema,

Eu faço uma loucura

E você vai aceitar.

Passou-se mais tempo do que o planejado

Para eu aceitar também,

Que não sei amar mais ninguém.

Por agora vou esperando

E dessa forma irei me manter,

Muito mais agoniado

Muito mais você...

... Não que eu só fale de você

Mas o amor fala por mim,

Disseram que essa história não acaba aqui

Disseram que o acontece agora vai prolongar

Toda aquela conversa que inseriram sobre fim,

Mas quem ama corre atrás

E eu te amo

E cada dia mais e mais,

Espero conseguir te trazer para mim.


Yzayaz Chavez 24/05/2009

 

De novo sobre o mesmo

Embora eu já tenha dito não cansarei de repetir,meus poemas de amor são para ti;

às vezes gostaria de ter feito diferente e mostrar as coisas de outra forma, mas tenho um pouco de medo de alterar o que faço, no entanto, esse meu amor cresce de tal forma que se ele fosse material não caberia mais em lugar nenhum, logo que, eu amo tanto, a pessoa para quem escrevo que acabo, por mim só, não merecendo a reciprocidade desse amor;
sou poeta, eu amo em excesso, e ao expressar o meu amor mostro minha cara e mostro quem amo, não por que quero, mas por que o amor fala por mim.
Mesmo que não mude nada as palavras mudas desse simples poeta, que é apenas outro poeta, não cansarei de escrever sobre meu simples e enorme e complexo e estraordinário e imperfeito amor por você.
O próximo poema chama-se Mais uma historinha de poeta.

domingo, 24 de maio de 2009

Apenas o que for sensato

Que joguemos fora toda coerência

E toda coesão,

Que retiremos todas as lágrimas

De dentro do coração,

Que falemos toda verdade absoluta

Que encontremos toda maldição,

Que entreguemos todos os sentimentos

E que inventemos a imaginação!

Que sejamos feios ou bonitos

Ou que sejamos bondosos ou malvados,

Isso não importa!

Mas que sejamos um tanto sensato.

Que acabemos jogados na inércia

Que atrevêssemos um mar inteiro a pé,

Que juremos paz durante a guerra

Que fiquemos iludidos pela fé,

Que troquemos flores por armas

Para tentar salvar vidas,

Que façamos nossas malas

Com destino apenas de ida,

Mas que sempre possamos acordar do pesadelo

Que sempre erremos e qualquer outra coisa banal

E no final tenhamos um fim aliviado

Nunca deixando de ser sensato.

 

  Yzayaz Chavez 16/05/2009

 

pensando o poema...

Estava pensando nas coisas que fazemos em vida, e percebi mais uma vez que passamos muito tempo na inercia e não fazemos muita coisa com esse detalhe fútil. Escrevi um poema colocando o que seria uma boa para fazer, de forma que nunca fiquemos parado, mas sempre sendo o mais correto possível.

Mas é normal, devemos fazer apenas o que for sensato.

Gostaria de lei

Gostaria de ficar acomodado

Com o simples fato,

De ser o culpado

De tudo aquilo que não fiz;

 

Gostaria de não receber acusações

Nem de ser tratado como um rato,

Entender o motivo de ser acusado

É tudo que eu sempre quis;

 

Gostaria de cegar dos ouvidos

Para não precisar ver o que escuto,

Os julgamentos alheios me arrasam

Não engulo não aceito, fico puto!

 

Gostaria de saber o porquê

Paguei com duras penas da lei,

Algo que ao certo não posso crer

E se mereço isso, também não sei.

 

Gostaria de me portar em comodismo

Pelo simples fato que ainda não sei,

Vou ir fundo desse cinismo

Baseando-me em tudo que é lei!


Yzayaz Chavez 23/09/2008

...introdução.

Bom, antes de mais nada gostaria de agradecer ao meu amigo Alexandre, um grande pensador que merece prêmios por ter um projeto tão magnífico, pelo apoio e pela motivação extra que ele mostrou-me hoje.


Gostaria de agradecer ao meu amigo Rogério, "O poeta solitário", por ter ajudado-me a montar este blog no qual trago sentimentos diversos que variam do tudo ao nada.

Gostaria de agradecer a minha amiga Adriana, que sempre está pronta a escutar minhas tolices e meus lamentos, que sempre está pronta para alegrar-me e dizer aquilo que preciso no momento que é necessário, pelo primeiro comentário deste blog.

Gostaria de agradecer a minha amiga Gabriela, que é como se fosse meu anjo da guarda, por mostrar aos meus olhos que eu sou capaz.

Gostaria de agradecer as minhas duas maiores inspirações, que não irei expor os nomes, que formaram meu arquivo vasto de diversos poemas que relacionam "O tudo e o Nada".

Gostaria de agradecer às pessoas que leram meus poemas e me estimularam com elogios.
Gostaria de agradecer à todos vocês que ajudaram-me e sempre me ajudarão.

[...]Gostaria de tudo isso, mas no entanto, gostaria mais ainda de lei.
O próximo poema chama-se gostaria de lei.

sábado, 23 de maio de 2009

A sua janela fechada

O que mais me incomoda
É ter que passar de baixo da sua janela
Por infinitos dias,
Tantas coisas em poucas horas
Todos os dias passando na sua porta
Eu sofro essa melancolia,
Tão terrível esse meu caminho
Olho a sua janela lá no alto
E eu sozinho...
Às vezes me dá saudade
Outras vezes mais ainda,
Bate um tal de arrependimento
Mas eu não deixo entrar!
E meu caminho soleno
Você me vem bem pequeno,
Dói à janela serrada
Mas eu finjo não olhar!
Que caminho mais irônico
Passo e lembro do seu sorriso cômico
Mas passo apressado!
...Se eu vou estou passando
E se eu volto estou passando...
Eita caminho complicado!
O que mais me incomoda 
É ter que passar todos os dias
De baixo da sua janela
E lembrar de você,
Por infinitos dias...

Yzayaz Chavez 02/04/2009

A razão para o poema

[..]Foi em mais um daqueles dias em que eu não estava por perto de mim mesmo, na verdade estava quase desistindo de desistir, entretanto, resolvi apenas escrever sobre aquilo que afligia-me.

Aquela janela roubava-me o direito de olhar para o lugar que eu desejava, e assim sendo, eu a olhava cegamente e, decepcionado seguia meu caminho.
O próximo poema chama-se A sua janela fechada.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Zoada do Cimento

E por aqui nesse chão
Encontramos a dureza do cimento,
Na terra do calor
As curvas não fazem vento,
Na falta da sombra doentia
O povo carrega seu próprio lamento,
E quando o dia traz a escuridão
As luzes fracas encobrem o cinza dos prédios
Por um momento.
De cimento é a vida e são os altares
No silêncio da dureza
As bocas cansadas sussurram nos bares.
Pisados são os dias
De todos os cansados
Apaixonados por seus lares,
Murmuram uma voz calada
E prosseguem com olhares.
Aspectos variados
Igualmente cobrem o chão,
Todos e mais alguns
Estão alienados
Dessa forma vem e vão,
Todavia adormecem
Buscando salvação.
Responsabilidades diferentes
A culpa é da nação,
Com sobras de outrem
Todas negam os irmãos,
Nessa falta bruta de excesso
Ninguém quer dar a mão.
Nessa vida dura pelo cimento
Cria-se uma fina camada de concreto
Em todo coração.

Yzayaz Chavez 13/05/2009

...pesamento antes do cimento

...Aqui nessa terra em que vivemos sempre iremos sofrer - embora a vida aqui seja mais quantitativa - de forma que só teremos tempo para as obrigações e deveres com família e assim sendo, perdemos nosso amor e nossa vigoração sentimentel, e poderemos olhar para a cidade e reparar: como é grande essa zuada do cimento.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

...

...disseram-me que nem tudo que se explica se entende, nada é o bastante.
Então não vou explicar essa loucura chamada poema.
Se for possível, apenas leiam.

Raios de silêncio

Às vezes penso e concluo
Que eu não penso nas coisas que falo,
Digo tantas coisas que nem me lembro
Quão alto é um raio,
Percebo que o som do meu silêncio
É o bastante e me calo.
Calado no impulso do pecado
Silenciado pela paz,
Compulsivamente sem recado
No alivio peço mais,
Meu estômago na garganta
Faz sangrar
Esse céu em forma de retângulo
Minha voz vai pru ar,
Decorro das feridas
De controvérsias intuitivas,
Mendigando o ato de falar!
Tão barato é um raio
Que quando me expresso falho,
Nas palavras sonoras que caio
Sou vitima do que não valho.
Raio de palavras
No qual grito meu pensar,
Que forma na ventania
Do silêncio faz calar,
Meu silencio na garganta
Minhas palavras a recuar,
Na altura do caminho
Sem direto do raiar,
Minha conciência ao avesso
Frisa meu descontrolar,
Causando a demência
Enquanto eu gritar!
Matéria de braseiro 

Derretendo meu agir,
A vergonha traz o medo
Na forma de fingir,
Destruindo o que vejo
Retroagindo do passado bem ali,
A luz fala em um feixo
Negando o existir!
Nego o direito de negar
A minha fala vou guardar,
Direto e reto
Na mudez eu não valho,
Inconcreto o teu credo
Divinamente eu não falho!
Às vezes penso
E tenho medo de concluir,
Da arte do silêncio
Não sei me redimir!
No mais alto do raio
Tropeço no final e caio,
Apagando o que falo
O grito do silêncio é bastante
Retroajo e me calo.


Yzayaz Chavez 07/05/2009

introduzindo pensamento ao poema

Poderia explicar qual a razão do poema, mas aí eu entregaria o jogo.
O dia de ontem foi muito revelador porém eu me escondi também.
Tenho por dom despejar tudo que sinto e por tal fato escrevo muito, logo por tal razão ontem me bateu um arrependimento e nasceu dentro de mim a vontade de silêncio.
Calado que nem o silêncio de um raio eu escrevi esse poema num momento de surto atemporal.
Não é de meu costume pensar para falar, a partir desse pressuposto, desejei o silêncio que existe em um raio.
Antes de mais nada, concluo dizendo que, uma boca calada é tão aberta quanto o pensamento sonhador, de forma que se me calo eu escrevo, e nunca deixarei de disparar meus raios de palavras.
Silenciado por ontem, mas nunca para sempre.
O próximo poema chama-se raio de silêncio...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Mitologia de Deuses

Existe uma mitologia oculta
Que ninguém nunca ouviu falar,
Na qual só existe uma Deusa
Que eu soube criar...
Minha Deusa é diferente
Pois sua perfeição tem algo que nem todos conseguem observar,
Sua aparência tão coerente
Ousa me perseguir, ousa me chamar,
Seus cabelos puros
Tem um leve cheiro de bem-estar,
Seus olhos são tão serenos 
Que neles é possível repousar,
Essa minha Deusa é o que há...
Deusa de pele transparente
De um branco estonteante 
Que olhos alheios podem cegar,
Deusa sorridente
Que alegra o céu, que alegra o mar
E que hipnotiza meu pensar...
Deusa divina
Dum poder indizível 
Capaz de apaixonar,
Deusa menina
Duma capacidade tão flexível
Que me ajuda a sonhar...
...A diferença é que a perfeição da minha Deusa
Aparenta nos contrariar,
Perfeitamente humana
Impossível de analisar,
Esconde tão bem escondido seus próprios sentimentos
Que é difícil encontrar...
Diz a minha mitologia
Que um moço já a viu
E que sabe contar:
Deusa de sentimentos tão doces
Que ficam escondidos no intuito de preservar!
A mitologia esconde que essa Deusa
Possui palavras mágicas
Que são capazes de alegrar...
Seus sinais, suas mensagens
De um segredo só nos inunda,
Deusa de características reais
Deusa que oculta minha coragem...
...Deusa das Deusas que deixa minha mitologia muda!
Salve! Essa minha deusa...

Yzayaz Chavez 04/05/2008 

Introdução ao poema

...meu maior dos prazeres é escrever para as pessoas de quem eu gosto.

Posso dizer que é a minha forma atemporal de dizer que eu gosto, de alguma forma, de você.
Perceba que se eu escrever muito para a mesma pessoa é que eu gosto tanto dela que a única forma de demonstrar meu amor é no papel.
Os poemas não são tão simples como aparentam ser, a dificuldade em criar poemas é a mesma de construir prédios, em todos os sentidos, logo que, poemas e prédios precisam de um bom alicerce para crescer até a mais alta das alturas.
Meu próximo poema é referente a uma pessoa tão especial que construiria prédios e mais prédios para apenas observar de longe o mais breve de seus sorrisos e em silêncio me retiraria por entre as moléculas de ar.
O poema chama-se Mitologia de deuses...

domingo, 3 de maio de 2009

Pensamento de protesto....

Certas coisas acontecem atemporalmente e não saberemos nunca qual motivo levou isso a acontecer.

Deveríamos nos abater? De forma alguma. As pessoas que fazem parte dessa peça teatral não sabem o que é errado nem certo, porém as malicias que as envolvem as tornam tão sujas quanto essas minhas palavras em desconexão. Mas o legal é que não me surpreendo com facadas nas costas nem com exclusões de pessoas que não merecem minha presença e nem meus pensamentos. Quando desconfiguram uma ideia minha, eu coloco uma melhor no lugar, pois derrotado é aquele que aceita a própria inercia e acha bonito tal fato deixando uma ideia tola se sobressair sobre uma expectativa vitoriosa.


...cresço com as derrotas o dobro que cresceria se eu apenas ganhasse.

Meus cavalinhos de sonhos

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado talento,
Pra com ele ir
Onde está meu pensamento...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado calor,
Pra com ele ir
Onde está meu amor...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado paixão,
Pra com ele ir
Onde está meu coração...

Quem me dera
Um dia ter chamado mar,
Pra com ele ir
Onde está meu olhar...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado confusão,
Pra com ele ir
Onde está a minha solidão...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado tristeza,
Pra com ele ir
Onde está a minha incerteza...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado infinito,
Pra com ele ir
Onde está tudo que é bonito...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado cidade,
Pra com ele ir
Onde está a maldade...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado perdição,
Pra com ele ir
Onde está minha razão...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado vento,
Pra com ele ir
Onde está o tormento...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado presença,
Pra com ele ir
Onde está a ausência...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho voador,
Pra com ele ir 
Onde não está todo o horror...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado invenção,
Pra com ele ir
Aonde há imaginação...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado céu,
Pra com ele ir
Onde estão os anjos de mel...

Quem me dera
Um dia ter um cavalinho chamado perder,
Pra que ele me leve pra perto de você
Com quem vou aprender a vencer...

Talvez em outra era,
Eu tenha um cavalinho qualquer
Que seja simples ou o que quiser,
Ah quem me dera.


Yzayaz 03/04/2007