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sábado, 26 de setembro de 2009

Temporais poéticos II


Há temporais que não me deixam pensar
e meus sonhos imorais fazem a madrugada se alongar,
um acaso definitivo.
Queria escrever minha estória
tomado pelo suor seco
que me torna abusivo.
Não tenho frases
nem versos
tudo se finda no passado.
Hei de brotar nas fases
do temporal inverso
que tormenta meus atos pesados.
Cheguei firme que nem um vendaval
que nem chegou a se pensar,
da madrugada imoral
que se faz e que se consegue prejudicar,
existe um raio de lua a falhar.
A soberania que me toma
virou o copo de uma vez.
O passo marcado de quem me assombra
finge ver o que se fez.
Em linhas gerais
é que hei de escrever
mas nem sei perceber
paz entre meus temporais.
Talvez seja saudade de uma vida
que eu sempre quis ter.
Vontade de ter tempo
para envelhecer,
sobra lamentos
entre meus fatos
e a decadência de só chover.
...há temporais de tolos poetas...
...como eu,
e como você...


1 comentários:

Ale Biondo disse...

Magnífica leitura!!!
Adorei Yzayaz! Continue escrevendo...