...Passei muito tempo apenas observando
Não pertencia a minha jurisdição,
Os desejos atenuados em desvario
Atacavam parte por parte minha razão,
Recolhia os súbitos desejos
Como se os fosse objetos,
Mantive o silêncio oculto por seus beijos
Retirando meus olhares do seu trajeto,
Esta agonia fraca que me invadia
Invadia com mais força a cada dia,
Minha sofrida vontade de te possuir
Esvaia-se quando reparava seu dono,
Porém sempre me prendi no teu leve jeito de sorrir
A agonia passava a ser um incomodo,
Incomodo que me envergonhava por tal sentimento
Que não era fácil de controlar,
Me faltavam as virtudes em vários momentos
Que obstruíam minha arte de pensar...
Oh que agonia doentia
Que me atacava impiedosamente ao querer do vento
Alucinando mil fantasias
Que revertia em meros fragmentos...
...Agora já não existe dono
Apenas todo o ser,
Não existe agonia
Apenas a vontade de prazer,
Agora não existe impecilios
Nem arrependimentos,
Só existe o que vier
E o que tiver cabimento...
Reinstalo meu desejo de descobrir
A santa por dentro dessa louca,
E tudo que é oculto
Debaixo dessa pouca roupa,
Preciso sentir os gemidos
Duma voz meio rouca,
Quero olhar tuas malicias soltas...
...Nada de coisa nenhuma
Apenas o que for natural...
...Tudo bem discreto
Apenas o que for casual!!
Que tal?que tal?
Yzayaz 12/03/2009

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